domingo, 8 de Novembro de 2009

Balançar




Fazemos o nosso melhor, sabemos que fazemos o nosso melhor mas pedem-nos mais, pedem sempre mais. Como se o que fazemos não chega…
Ontem durante a longa viagem Covilhã-Aveiro, passou esta música. Escusado será dizer que a minha cabeça saiu daquele carro e ele foi durante vários quilómetros a conduzir sozinho. Regredi no tempo, muitos anos atrás e fiquei sentada num banco de jardim a ouvir Mafalda Veiga. Fiquei a “balançar”…
Sorrio agora e vejo que já nessa altura as coisas não eram simples. Mesmo assim, por mais difíceis que fossem, deu-me uma vontade enorme de visitar esse tempo outra vez e quem sabe ficar lá.
Das poucas certezas que tive nesse dia, a certeza de que se pudesse, voltava a esse tempo. Voltava ao jardim. Voltava às músicas ao fim da tarde. Voltava ao pôr do sol. Voltava a não ter que saber, a não ter que decidir, a não ter que agir, a não ter que ver…
Vou dormir, talvez seja isso que eu esteja a precisar!

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

We can do anything

É a mensagem que fica...We can do anything!



"And if you´re trying to make the right decisions...remember: We can do anything!!"

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Feliz dia mundial da Música :D

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Hello

O vazio de inspiração tem me acompanhado estes últimos dias. Vazio esse suficiente para que os posts neste blog fossem reduzidos a zero.
Aquela vontade louca de dizer qualquer coisa estúpida, ou até acertada, abandonou-me por completo.
Com este post quero fazer renascer essa vontade louca de escrever sobre qualquer coisa!
Mas enquanto essa vontade não bate à minha porta e me faz ficar a escrever durante algum tempo e a fazer algumas reflexões, oiço música!!

Hoje deixo-vos com a música do anúncio Sumol Bliss e com os acordes que todos já devem ter ouvido em casa, num café, ou noutro sítio qualquer ao mesmo tempo que vêm bolas vermelhas a preencher os céus de uma cidade.
Hoje ficam com uma menina que veio da austrália até nós, acompanhada da sua guitarra e nos trás dentro do novo álbum A Loud Call, esta fantástica música...Now I love someone. Convosco: Holly Throsby.





Old lock, old door
Old yard, overgrown
I'm up, up and gone
So long, so long
For now I love someone
Our love is a song
That we sing, that's been sung
By our parents and their parents
They swear it and we swear it now
Now we love someone

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello"

I don't want no "I guess sos"
Just yeses or instead so long, so long
And you don't love no one
Because my wins are your wins
In the sleet, in the spring
And your losses are my losses when you're opposite me only
Now we love somebody

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello! How are you? How are you? Hello!"

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Jazzinta

Podemos aproveitar o Verão para fazer inúmeras coisas, que normalmente com aulas e trabalhos não da muito jeito fazer.
Algo para além de ir à praia, ou ler um bom livro durante horas.
Ir por exemplo a concertos, e já que eles estão por aí, durante todo o Verão, o melhor mesmo é aproveitar.
O último que fui assistir foi o concerto de Jacinta em Ílhavo. Uma sala cheia, de pessoas e expectativas por ouvir a que foi considerada, melhor cantora Jazz da Europa no ano passado. E facilmente, ao fim de três temas, o público foi conquistado.
Jacinta apresentou: “Songs of freedom”, título do novo álbum que sairá em Outubro. Nele podemos encontrar grandes canções que tão bem conhecemos dos anos 60,70 e 80 de vários músicos não menos conhecidos. Em palco estiveram entre muitas outras: “Where the streets hava no name” dos U2, “How deep is your love” de Barry Gibb, Robin Gibb e Maurice Gibb e “Don’t worry be happy”, música que o público foi convidado a trautear pela cantora. Simpática e sempre com um sorriso nos lábios, foi assim que se apresentou pela terceira vez em Ílhavo, a apresentar um projecto diferente e inovador, sem um dos instrumentos base do jazz estando presente em palco: a bateria. Um piano, voz, saxofone baixo e saxofone barítono apenas, fizeram toda uma noite de um espectáculo único.

O seu último trabalho tinha sido Convexo. Neste álbum, Jacinta adaptou músicas de Zeca Afonso e deu-lhes um toque de Jazz. E se muitas vezes se cantaram músicas de Zeca Afonso, a voz de Jacinta, e os excelentes músicos que a acompanham tornam, sem dúvida este CD muito especial.

Para quem quiser mais informações: www.jazzintaprod.pt

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Estrelas Cadentes

Não há muitas noites como esta, apenas algumas durante o ano.
As quedas de meteoritos são principalmente visíveis nesta altura. Nas noites quentes de Agosto. São as noites das estrelas cadentes. São as noites que eu passo na varanda, no jardim, no telhado, ou noutro sítio qualquer, donde se possa visualizar bem a imensidão do céu.
Hoje já vi uma estrela cadente. Como só é uma e meia, e não tenho sono, provavelmente irei ver mais algumas.

Quando era pequena pedia por cada uma, um desejo. Alguns deles concretizaram-se, mas deixou de ser pelos desejos que passo estas próximas noites a olhar as estrelas. É pela espera, pela noite aqui fora, pela aventura de passar umas noites ao relento, pelo prazer que dá tirarmos umas noites para fazer coisas tão simples como: olhar para o céu.
E selecciono umas músicas quentinhas no mp4 emprestado. Que a noite vai ser longa e é sempre preciso uma música para acompanhar. Enrolada numa manta aqui fico. Muito quietinha porque não quero afastar as estrelas cadentes. A única coisa que se quer afastar hoje são os medos e as coisas más.


“Se vires uma estrela cadente…pede um desejo!”



Esta noite acompanha-me Damien Rice, com o tema tão bem conhecido por todos: The Blower's daughter...Vamos ver que mais relíquias se podem encontrar nesta caixinha de música.

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

No woman no cry

Estive a ver fotografias do meu primeiro ano. Estive a observar um pouco o que eu era, e o que me fez crescer durante estes três anos. Principalmente as pessoas que me fizeram crescer.
Vi fotos lá de casa, e do espírito verdadeiro de uma casa de estudantes. E por momentos estive lá, estive à porta do quarto da Susana para lhe cantar os Parabéns, estive a tocar guitarra na ceia de Natal, estive a tirar fotos parvas com a Bete. Senti um pouco do espírito verdadeiro, para voltar a colocar os pés no chão e ver à minha volta o que este ano se perdeu.
Ficou tanto por fazer e tanto por dizer. Parece que nos concentrámos apenas no que não era essencial, no que era mais fútil e esquecemo-nos de ser felizes e aceitar simplesmente os momentos como eles nos apareciam à frente…esquecemo-nos das cartas, das horas do chá, das noites no telhado, dos filmes até às tantas, para mudarmos os nossos objectivos e nos fixarmos no objectivo de sermos uma malta fixe. A verdade é que sempre fomos malta fixe, talvez até mais fixe do que nestes últimos tempos. Tínhamos amigos, um espaço a partilhar, coisas interessantes para dizer.
Quando as coisas correm mal, eu costumo dar uma segunda oportunidade. Neste assunto sinto que já dei várias…e ao mesmo tempo, sinto, que ficou muita coisa inacabada. Muitas pedras ficaram por acrescentar ao nosso castelo.
Continuam a ter para mim mais valor os momentos que passei, a vontade de os reviver um bocadinho que seja, e a certeza de que ainda vou precisar muito das pessoas que ali estão, tanto como me foram necessárias durante estes três anos.
Sinto que me irei arrepender mais senão der tudo de mim nesta última vez, do que se fugir para ser uma miúda fixe. Não o sou, nunca fui, não é agora que virei a ser. Para mim o que tenho basta-me.





No woman no cry...na voz de Joss Stone.